Mais uma história de ônibus.
Estava eu hoje uma 20h no buso, indo pra Cásper. Meu destino eterno.
Aí notei que na última fileira tinha um cara muito, muito grande. Devia ter quase uns dois metros, e não era lá muito pequeno na horizontal também.
Fiquei cá pensando.. se eu, 1,70m de altura e magrinha, sofro com o aperto dos ônibus, imagine este cara. A curiosidade pulsando na veia. Se eu conversasse com ele, imaginei, quantas histórias de revolta e dores ele teria pra contar?!
Fui lá, sentei do lado dele. Esbanjando charme.
“Oi, tudo bom? Tava olhando você de longe, te vendo todo espremidinho nessa cadeira.. nossa, deve ser difícil ficar horas em um ônibus completamente feito pra pessoas pequenas, né não?”
Ele, no auge da simpatia, retrucou: “Não sou tão gordo quanto aparento tá. Pergunta praquela senhora se é ruim ser velha”. E pulou pra uma cadeira mais longe.
É incrivel como a forma que uma pessoa vê o mundo (e si mesma) influencia na maneira como entende as coisas. Eu, hein.



