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A pequenês

Mais uma história de ônibus.

Estava eu hoje uma 20h no buso, indo pra Cásper. Meu destino eterno.
Aí notei que na última fileira tinha um cara muito, muito grande. Devia ter quase uns dois metros, e não era lá muito pequeno na horizontal também.

Fiquei cá pensando.. se eu, 1,70m de altura e magrinha, sofro com o aperto dos ônibus, imagine este cara. A curiosidade pulsando na veia. Se eu conversasse com ele, imaginei, quantas histórias de revolta e dores ele teria pra contar?!

Fui lá, sentei do lado dele. Esbanjando charme.

“Oi, tudo bom? Tava olhando você de longe, te vendo todo espremidinho nessa cadeira.. nossa, deve ser difícil ficar horas em um ônibus completamente feito pra pessoas pequenas, né não?”

Ele, no auge da simpatia, retrucou: “Não sou tão gordo quanto aparento tá. Pergunta praquela senhora se é ruim ser velha”. E pulou pra uma cadeira mais longe.

É incrivel como a forma que uma pessoa vê o mundo (e si mesma) influencia na maneira como entende as coisas. Eu, hein.

Os Ninguéns

As pulgas sonham com comprar um cão, e os ninguéns com deixar a pobreza, que em algum dia mágico a sorte chova de repente, que chova a boa sorte a cântaros; mas a boa sorte não chove ontem, nem hoje, nem amanhã, nem nunca, nem uma chuvinha cai do céu da boa sorte, por mais que os ninguéns a chamem e mesmo que a mão esquerda coce, ou se levantem com o pé direito, ou comecem o ano mudando de vassoura.

Os ninguéns: os filhos de ninguém, os donos de nada.

Os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e mal pagos.

Que não são, embora sejam.

Que não falam idiomas, falam dialetos.

Que não praticam religiões, praticam supertições.

Que não fazem arte, fazem artesanato.

Que não são seres humanos, são recursos humanos.

Que não têm cultura, têm folclore.

Que não têm cara, têm braços.

Que não têm nome, têm número.

Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais da imprensa local.

Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata.

(Eduardo Galeano)

Building a religion

Some people drink pepsi. Some people drink coke.
The wacky morning DJ says democracy’s a joke.

(Essa época de eleição sempre me emociona)

A beleza não deveria depender da idade
Todos os velhinhos deveriam usar boina
Os metrôs deveriam ter vista para a cidade
Alguma palavra deveria rimar com boina
Alface deveria ter gosto de chocolate
Cada aniversário deveria acrescer meio ano
A vida não deveria seguir nenhum plano

Saudade deveria ser um ofício remunerado
Sua ausência deveria ser crime de estado

Tem coisas não são como deveriam ser
Tem coisas não deveriam ser

Chega de Saudade…

“.. a realidade é que, sem ele não há mais paz não há beleza.. é só tristeza e melancolia que nao sai de mim, não sai de mim, não sai! Mas.. se ele voltar, se ele voltar, que coisa linda.. que coisa louca… pois há menos peixinhos a nadar no mar, do que os beijinhos que eu darei na sua boca”

Ai, que exagero né, eu sei. Mas acordei sentindo muuita falta de uma pessoinha aí. Deve ser o clima dessa semana romântica que está me afetando, me deixando mais bobinha do que eu já sou…hahahaha

Uma bobeira que até tem fundamento, vai.
Mas é pra parar com esse negócio de poder viver sem mim! ;)

Cuida de mim

Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer as vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo

Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou;
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinha nesse mundo…

Cuida de mim enquanto não esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo.

(Teatro Mágico. Mágico, mesmo.)

 

La chica que volvió

Da Argentina falo pouco. Tem coisas que se vc ficar tentando pôr em palavras, só estraga.

Alguns momentos inesquecíveis, e isso é tudo o que vc precisa saber. Depois, aqui em SP já, outros momentos inesquecíveis. E isso é mais do que vc precisa saber. Na verdade, vc não precisa saber. Você precisa realmente de uma coisa quando sua não-realização implica em morte. Não é mesmo?

É mesmo. E precisar, agora, só preciso de uma coisa. E espero que a mensagem tenha sido clara o suficiente…

Fotos de Buenos no flickr, sinta-se à vontade.

Tratados de um tratante

Ah, não, vai, não é um tratante.

Se for, adoro a forma atravessada com que me trata. Atraente.
Um jeito que tenta disfarçar, mas às vezes sei que esquece.
Entrega com um traquejo, um olhar, um sorriso cheio de dente.
Quase sem querer ele toca, acende, estremece

E aí eu me entrego completamente.

Alugue uma vida!

Bounjour, tout le monde!

Ai, to cansada dessa vida, viu. Acho que levo uma das vidas mais sossegadas do mundo e ainda assim to cansadíssima! Tipo assim… não aguento! haha
Larguei o emprego, não resolveu. Larguei o namorado, também não funcionou. Vou ter que largar uma faculdade agora, é?

Hahahaha
Falo dando risada pq me divirto horrores com essas minhas crises. Será que uma hora isso passa? Ou eu vou ficar me auto-sabotando eternamente?

O curioso é que ao mesmo tempo que eu to de saco cheio e nao aguento mais fazer… bom, basicamente tudo que fazia antes hahah, ainda assim os ultimos dias tem sido divertidos como nunca!! E agora!?

Eu podia mandar o velho “vou me jogar!”, mas… metáfora por metáfora, já estou caindo do precipício faz teeempo! E é uma delícia, tamanha que a gente quer se jogar cada vez mais; qualquer pedacinho que não foi jogado ainda a gente não ve a hora de se livrar. Ah, deve ser isso essa crise toda. Quando 70% da sua vida muda da noite pro dia, os outros 30% tendem a parecer um pouquinho.. insuportáveis. Não?

Só sei que pago, e muito bem, quem quiser fazer meus trabalhos da Cásper ou da USP. E noossa, eu vou ser uma jornalista muito corrupta!! (e só por isso já tenho alguma alegria e perspectiva de vida agora!! haha)

HAHAHAHAHAHHAHAHA

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